De acordo com Autopsia feito instituto legal , através de o seu relatório divulgado no jornal da rádio Luanda aponta que o jovem Jorge , foi Asfixiado.
Um competente memorando reflectido na recomposição das evidencias que resultou na morte de Jorge Valério Coelho da Cruz “Tucho” indica que este estudante da universidade Lusíada terá sido incendiado no momento em que o grupo chefiado por Adilson Monteiro (na foto) premeditou a sua execução.
De acordo com a ordem dos acontecimentos, relatado pela Tia Jorge Valério “Tucho” teve na segunda-feira , uma altercação com uma colega identificada por Jessica Amor que acusara malogrado de a ter ofendido. Em reação, a jovem telefonou para o seu irmão de nome “Marcio” para chamar atenção de Jorge. Marcio, por sua vez terá se sentido intimidado com Jorge Valério e recorreu a um amigo Adilson Monteiro que ao ser posto ocorrente do assunto agride Jorge Valério com duas bofetadas na cara.
No dia seguinte, terça- feira (25), Jorge Valério vai ao Ginásio ao encontro de uns colegas a quem relata o que aconteceu consigo. Os amigos decidem ir pedir satisfação aos prevaricadores ( Adilson Monteiro e a Marcio) e ao encontrarem este, orientam a Jorge para que devolvesse as duas chapadas tendo o mesmo seguido as instruções dos colegas.
Na Quinta-feira (26), Jorge é perseguido por um grupo de jovens que se presume ser uma “gang” ligada a Adilson Monteiro, mas consegue escapar.
No sábado último(28), a vitima foi a uma festa mas não ficou por muito tempo e pede a uma amiga que lhe arranjasse uma boleia para se deslocar a casa da namorada que coincidentemente também se chama Jessica (a semelhança da irmã de Marcio). Posto no prédio, Jessica diz-lhe, por telefone para esperar 5 minutos “que ela já descia” mas quando a namorada desce já não encontra Jorge Valério.
Terá sido neste período que o malogrado é raptado, e levado para o Condomínio Hojy Yahetoo, na capital do país. Segundo o memorando que vimos citando, o referido condomínio tem algumas casas que não estão ainda habitadas e foi para La que Jorge foi exposto a uma sessão de tortura. Cercaram-lhe com uma barra de ferro no pescoço e de seguida baterem-lhe com tambores e pás na cabeça. De seguida terão lhe despejado gasolina na cabeça e incendiaram-no. (O cadáver apresenta o crânio e a boca desfeita)
Há evidencia de que o mesmo terá sido torturado durante a noite de sábado e domingo. Alguns vizinhos, interrogados pela pericia, relataram ter ouvido alguns gritos durante a noite mas por receio não saíram de casa para espreitar. Somente no dia seguinte é que estes ao tentarem perceber o que se aconteceu, encontraram o corpo do malogrado e informaram a polícia Nacional que deslocou-se ao local para fazer a pericia e levar o cadáver para a Morgue de Luanda.
Segundo o site Club K Adilson Monteiro que já se encontra sob custódia das autoridades, foi apanhado na segunda-feira (1) pelos familiares do malogrado no largo da Maianga. Foi submetido a um interrogatório mas não terá revelado nada porque, de acordo com o memorando, ele parecia estar sob efeito estupefaciente.
O grupo que levou a cabo a execução do Jorge “Tucha” é composto por Adilson Monteiro (apresentado como filho de um general), Marcio, Lelas, Bebucho e Luis Miguel, também identificado como filho de um general. A “gang”, conforme são também chamados tem a reputação de andar com armas pelas ruas de Luanda.
Para além de Adilson Monteiro estão igualmente detidos, no comando provincial da Polícia Nacional de Luanda, os jovens Márcio e Lelas enquanto que os outros dois cúmplices (Luis Miguel e Bebucho), encontram-se foragidos.
O Corpo do Malogrado ira hoje para os Bombeiros onde pernoitara e o funeral realizar-se-á amanha as 10 horas no cemitério alto das Cruzes.



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